Viva a esquizofrenia lúcida
Então... Eu sou uma enrolona de marca maior. Se eu posso deixar alguma coisa pra depois, porque não deixar então? É, a velha coisa do jeitinho brasileiro. A pré-histórica historinha de levar a vida com a barriga. Bom, mas hoje eu me rebelo comigo mesma, pra não ficar fazendo feio já no início. Então cumpro agora a promessa de falar dos meus dois últimos dias. Apesar de me inclinar a ficar enrolando vários dias porque não consigo pensar em nada diferente pra dizer. Outra velha mania: meu perfeccionismo. Eu gosto dele. Mas ele gosta de atrapalhar a minha vida. Então, tchau pra ele também. E que venha a narração...
Sábado – O monstro vigiava a presa, com os olhos fixos nas costas largas e brancas do humano indefeso. O arfar da respiração da criatura me fez tremer e então comecei a correr... Hum, não,não, acho que estou me enganando. Isso foi outro dia. Ah, sim, último sábado, dia 30. Meu alto nível de baixo astral bateu o recorde anual. Passei a tarde em casa, tentando quebrar esse recorde, até conseguir. De noite eu não pude continuar pra ver se eu conseguia uma marca maior: fui assistir uma apresentação do Projeto Pixinginha aqui na minha atual cidade – Boa Vista. Música brasileira das boas, pessoal do sudeste muito simpático, canções fofas e outras alegres. Atenção especial para Lui Coimbra, que teve a brilhante idéia de musicar um soneto do Mário Quintana: Astrologia. Voz e violoncello. Lindo, lindo. “Ouçam”:
“Minha estrela não é de Belém
A que parada aguarda o peregrino
Sem importar-se com qualquer destino
A minha estrela vai seguindo além...
- Meu Deus, o que é que esse menino tem? –
Já suspeitavam desde eu pequenino.
O que eu tenho? É uma estrela em
Desatino...
E nos desentendemos muito bem!
E quando tudo parecia a esmo
E nesses descaminhos me perdia
Encontrei muitas vezes a mim mesmo...
Eu temo é uma traição do instinto
Que me liberte, por acaso, um dia
Deste velho e encantado Labirinto”
Muitos méritos mais aos artistas. Pessoal bacana pra caramba. Ficamos depois do show pra comprar uns cds e conversar com os artistas. Gente simpática demais. Pena que já iam embora na mesma noite. O momento nos bastidores teve até a presença de uma das minhas marcas registradas: o tombinho clássico. Pobre do músico que estava junto. Foi nos levar pra conversar com o resto do pessoal e nos levou por uma escada ao lado do palco. E não adiantou nem o “cuidado”, também clássico, proferido pelo músico. Lá fui eu resbalar na escada e cair sentada. Cara de tacho? Que nada. Só um pouquinho. O resto foi riso mesmo. Tentativa de deixar a situação menos incomoda e de tirar a cara de susto do cara que tava por perto. Mas, enfim, quem nunca presenciou um tombo meu, ainda pode esperar. Eu sempre arranjo novas oportunidades pra isso. Bom, depois a gente foi pra Orla. A Orla de Boa Vista (chamada de Orla Taumanan), pra quem não sabe, é uma construção à beira do Rio Branco, bem no centro da cidade. É bem legalzinho. Tem umas coisas parecidas com praças de alimentação e tem esse tipo de auditório ao ar livre onde tava acontecendo uma apresentação de uma banda da aeronáutica. Coisinha chata pra burro, essa apresentação. Me disseram que no início estava bonzinho, mas quando eu cheguei tinha um cara tocando pandeiro e falando de Jesus. E a banda toda atrás, sem fazer nada. E o cara fazendo graça. Nada engraçado, claro. Eu e Pati suspeitamos de algo... Pelo que assistimos no sábado, constatamos que a Aeronáutica é, na verdade, uma Igreja disfarçada. E pelo teor do discurso, provavelmente evangélica. Nada contra. Apenas uma constatação. Pras outras pessoas ficarem atentas aos militares disfarçados... Quem sabe o que o exército é de verdade? Uma congregação marista? A Igreja secreta do Padre Marcelo Rossi?? Opus Dei??? Hum... Isso só o tempo dirá... Enquanto isso, é bom não confiar na marinha também...
Domingo – Despertador às 6:45. Telefone tocando às 6:46. Acordando cedão assim pra um tipo de city tour com um pessoal de outro curso de turismo. Ah, é, eu curso turismo. Hehehe. Enfim, passeio no haras que tem perto da cidade. Levei a Pati junto. Conhecemos todos os cantinhos do lugar. Desde o jardim botânico, até cada cavalo, com a respectiva explicação sobre a raça, a história, o nome, o tipo, patati-patatá. Conhecimento útil pra alguém – que não eu. Mesmo assim, foi bem legal. O lugar é tri lindo. E a gente ainda tomou o tal do café suíço. Tipo um café colonial das serras do RS. Mas não tanto, não tanto... Depois, diazinho sem graça. Olhei uns filmes podres. “comédias de Hollywood pra adolescentes”. Eu também pedi, não? É, eu sei...
Enfim, na verdade hoje já é até segunda. O dia já passou e eu falo logo também deste dia. Madrugadão de novo, depois de adoráveis 3 horas de sono. Fui tomar posse no meu novo emprego, na prefeitura de Boa Vista. Burocracia, discurso, falatório, sono, sono, muito sono. Enfim, prefeita e sua demagogia, coral de crianças suuuper tudo a ver com a situação (?). Momento que me deixou boiando: crianças cantando “tomando banho de lua...”, com todos os secretários sentados ao lado, hum, prestigiando. Sem comentários. Depois, tarde. Sono demais pra qualquer coisa. Então, cama. De noite, aula. Apresentação de trabalho sobre fraudes na internet. Eu mexo muito as minhas mãos quando falo. Alguém me empresta uma corda, da próxima vez. Mas tudo bem. Depois, matemática financeira. O professor resolveu não dar aula: graças aos céus. Esse sim é um professor sem comentários. Pelo menos ele deu uns exercícios pra fazer. Coisa super difícil, assim, tipo, ache a razão de 2 para 4. Juro por Deus: essa foi mesmo a primeira questão. Acabei a complexa lista de exercícios e dei no pé. E agora cá estou a gastar uma hora inteira do meu dia só pra ficar escrevendo num blog que ninguém lê, porque eu ainda não passei o endereço pra ninguém. E acho que a prima também não. Hehehe. Viva a conversa com as paredes! Viva a esquizofrenia lúcida! E vivas aos devaneios que me perseguem!
Sábado – O monstro vigiava a presa, com os olhos fixos nas costas largas e brancas do humano indefeso. O arfar da respiração da criatura me fez tremer e então comecei a correr... Hum, não,não, acho que estou me enganando. Isso foi outro dia. Ah, sim, último sábado, dia 30. Meu alto nível de baixo astral bateu o recorde anual. Passei a tarde em casa, tentando quebrar esse recorde, até conseguir. De noite eu não pude continuar pra ver se eu conseguia uma marca maior: fui assistir uma apresentação do Projeto Pixinginha aqui na minha atual cidade – Boa Vista. Música brasileira das boas, pessoal do sudeste muito simpático, canções fofas e outras alegres. Atenção especial para Lui Coimbra, que teve a brilhante idéia de musicar um soneto do Mário Quintana: Astrologia. Voz e violoncello. Lindo, lindo. “Ouçam”:
“Minha estrela não é de Belém
A que parada aguarda o peregrino
Sem importar-se com qualquer destino
A minha estrela vai seguindo além...
- Meu Deus, o que é que esse menino tem? –
Já suspeitavam desde eu pequenino.
O que eu tenho? É uma estrela em
Desatino...
E nos desentendemos muito bem!
E quando tudo parecia a esmo
E nesses descaminhos me perdia
Encontrei muitas vezes a mim mesmo...
Eu temo é uma traição do instinto
Que me liberte, por acaso, um dia
Deste velho e encantado Labirinto”
Muitos méritos mais aos artistas. Pessoal bacana pra caramba. Ficamos depois do show pra comprar uns cds e conversar com os artistas. Gente simpática demais. Pena que já iam embora na mesma noite. O momento nos bastidores teve até a presença de uma das minhas marcas registradas: o tombinho clássico. Pobre do músico que estava junto. Foi nos levar pra conversar com o resto do pessoal e nos levou por uma escada ao lado do palco. E não adiantou nem o “cuidado”, também clássico, proferido pelo músico. Lá fui eu resbalar na escada e cair sentada. Cara de tacho? Que nada. Só um pouquinho. O resto foi riso mesmo. Tentativa de deixar a situação menos incomoda e de tirar a cara de susto do cara que tava por perto. Mas, enfim, quem nunca presenciou um tombo meu, ainda pode esperar. Eu sempre arranjo novas oportunidades pra isso. Bom, depois a gente foi pra Orla. A Orla de Boa Vista (chamada de Orla Taumanan), pra quem não sabe, é uma construção à beira do Rio Branco, bem no centro da cidade. É bem legalzinho. Tem umas coisas parecidas com praças de alimentação e tem esse tipo de auditório ao ar livre onde tava acontecendo uma apresentação de uma banda da aeronáutica. Coisinha chata pra burro, essa apresentação. Me disseram que no início estava bonzinho, mas quando eu cheguei tinha um cara tocando pandeiro e falando de Jesus. E a banda toda atrás, sem fazer nada. E o cara fazendo graça. Nada engraçado, claro. Eu e Pati suspeitamos de algo... Pelo que assistimos no sábado, constatamos que a Aeronáutica é, na verdade, uma Igreja disfarçada. E pelo teor do discurso, provavelmente evangélica. Nada contra. Apenas uma constatação. Pras outras pessoas ficarem atentas aos militares disfarçados... Quem sabe o que o exército é de verdade? Uma congregação marista? A Igreja secreta do Padre Marcelo Rossi?? Opus Dei??? Hum... Isso só o tempo dirá... Enquanto isso, é bom não confiar na marinha também...
Domingo – Despertador às 6:45. Telefone tocando às 6:46. Acordando cedão assim pra um tipo de city tour com um pessoal de outro curso de turismo. Ah, é, eu curso turismo. Hehehe. Enfim, passeio no haras que tem perto da cidade. Levei a Pati junto. Conhecemos todos os cantinhos do lugar. Desde o jardim botânico, até cada cavalo, com a respectiva explicação sobre a raça, a história, o nome, o tipo, patati-patatá. Conhecimento útil pra alguém – que não eu. Mesmo assim, foi bem legal. O lugar é tri lindo. E a gente ainda tomou o tal do café suíço. Tipo um café colonial das serras do RS. Mas não tanto, não tanto... Depois, diazinho sem graça. Olhei uns filmes podres. “comédias de Hollywood pra adolescentes”. Eu também pedi, não? É, eu sei...
Enfim, na verdade hoje já é até segunda. O dia já passou e eu falo logo também deste dia. Madrugadão de novo, depois de adoráveis 3 horas de sono. Fui tomar posse no meu novo emprego, na prefeitura de Boa Vista. Burocracia, discurso, falatório, sono, sono, muito sono. Enfim, prefeita e sua demagogia, coral de crianças suuuper tudo a ver com a situação (?). Momento que me deixou boiando: crianças cantando “tomando banho de lua...”, com todos os secretários sentados ao lado, hum, prestigiando. Sem comentários. Depois, tarde. Sono demais pra qualquer coisa. Então, cama. De noite, aula. Apresentação de trabalho sobre fraudes na internet. Eu mexo muito as minhas mãos quando falo. Alguém me empresta uma corda, da próxima vez. Mas tudo bem. Depois, matemática financeira. O professor resolveu não dar aula: graças aos céus. Esse sim é um professor sem comentários. Pelo menos ele deu uns exercícios pra fazer. Coisa super difícil, assim, tipo, ache a razão de 2 para 4. Juro por Deus: essa foi mesmo a primeira questão. Acabei a complexa lista de exercícios e dei no pé. E agora cá estou a gastar uma hora inteira do meu dia só pra ficar escrevendo num blog que ninguém lê, porque eu ainda não passei o endereço pra ninguém. E acho que a prima também não. Hehehe. Viva a conversa com as paredes! Viva a esquizofrenia lúcida! E vivas aos devaneios que me perseguem!


3 Comments:
At 11:13 AM,
Anônimo said…
oi...vim conhecer seu blog e gostei...sucesso pras primas!
=^.^= bjs =^.^=
At 3:48 PM,
Anônimo said…
Esses carinhas de uniforme azul q voam nunca me passaram mta confiança mesmo...
Anota na tua agenda aí, o teu próximo tombo vai ser no meio do "International Big-Super-Master-Hiper Canoas Shopping", vulgamente conhecido como 'Casa da Barbie' acompanhado de mim, okay?
*momento de revolta*: como vcs duas amadas amigas não me passaram o endereço do blog, eu só pude comentar hj, meio q fruticando pra descobrir o endereço! humpf! Tirando esse pequeno devaneio demasiadamente devaniado, gostei do blog. Prescisamos fazer a nossa reunião logo.
Ah, a propósito, a resposta eh 0,5
Um beijo para minha amiga homenageada e meio-beijo pra cada uma de vcs!
At 2:31 AM,
Anônimo said…
Hei, seu Léo. Sinto muito, mas meu super entendido professor corrigiu os difíceis exercícios e disse que a resposta é 1/2. Não é 0,5. E não se diz 'um meio'. Ou é 'meio', ou 'um está para doisss' (doisss puxado mesmo, com sotaque de não sei onde). Tipo assim, eu mereço, não?
Ahh, sim, meu próximo tombo público já está marcado pra esse local referido por ti. Vai ser na praça de alimentação, fazendo strike com as cadeiras que estiverem por perto. Ninguém vai nem notar. E tu não vai nem rir, né? - Nunca diga que eu não sei ter esperanças...
E deixa de ser revoltado, seu mala. Tu viu a gente falando a respeito e nem perguntou tb. Nós somos pessoas muito ocupadas pra ficar correndo atrás e divulgando. Os interessados que venham até nós! =p hehe, nem peguei pesado nessa...
Sim, mas e então? A reunião? Quando?
1/2 beijo pra ti tb. ou 0,5. como tu quiser. porque eu não sou tão esperta quanto o meu super professor de matemática.
Postar um comentário
<< Home